Alemão - a história da língua alemã. Países que falam alemão, dialetos, pronúncias, alfabeto, dicionários, escrita, tradução online.

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Alemão

O Alemão é uma língua pertencente ao grupo germânico-holandês, ramo ocidental das línguas germânicas, uma subfamília das línguas indo-européias. É formada por dois grupos de dialetos: o alto alemão (ou alemão clássico, que inclui o alemão literário normativo) e o baixo alemão. Possui cerca de 121 milhões de falantes espalhados pela Alemanha, Áustria, Suiça, Lichtenstein, Vélgica, Itália, França, Dinamarca, Polônia, Hungria, Romênia, Rússia, Ucrânia, Luxemburgo, República Tcheca, Eslováquia, Estônia, Letônia, Lituânia, EUA, Canadá, Brasil, Argentina, Paraguay, Austrália, África do Sul e Namíbia.

alemão

Os primeiros escritos na língua alemã datam do século 8 e consistem em fragmentos do poema épico Song of Hildebrand, encantamentos místicos e glossários em Alemão em manuscritos do Latim. Um pequeno dicionário de Latim-Alemão chamado Abrogans foi escrito por volta de 760.

A literatura alemã começou a decolar durante os séculos 12 e 13 na forma de poemas, épicos e romances. Exemplos conhecidos são a Canção dos Nibelungs (Nibelungenlied) e Tristão (Tristan), de Gottfried von Straßburg. A linguagem utilizada é atualmente conhecida como mittelhochdeutsche Dichtersprache (Linguagem poética alto alemão). Durante esse período, o Latim foi gradualmente substituído pelo Alemão como linguagem utilizada em documentos oficiais.

Alemão é a língua com o maior número de falantes na União Européia. É a língua oficial da Alemanha, Áustria e Liechtenstein. Ainda é falado na maior parte da Suíça , no Luxemburgo, na região italiana do Tirol Meridional, no voivodato polaco de Opole, em algumas comunas dos cantões orientais da Bélgica, em partes da Roménia e nas regiões francesas da Alsácia e Lorena.

Existem minorias de língua alemã em vários países da Europa Oriental, incluindo Rússia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Polônia, Romênia, Lituânia, e a Eslovênia.

O alemão também é falado na América do Sul, em certas regiões do sul do Chile, em algumas comunidades da Argentina e do Paraguai mas principalmente em certas porções do Brasil meridional. Na África, é falado por minoria na Namíbia.

 

mapa alemão

 

História da Língua Alemã

O deslocamento dos sons nos dialetos germânicos que se produziu na época medieval, dividiu a língua alemã em alto e baixo alemão. Como consequência dos padtrões de colonização, da migração dos povos ou Völkerwanderung, das rotas de comércio e comunicação (principalmente os rios), e da situação física de exclusão criada pelas altas montanhas e bosques povoados, se criou uma grande variedade de dialetos regionais. Estes dialetos que se usavam por todo o Império Romano eram, às vezes, mutuamente incompreensíveis.

A Alemanha estava dividida em vários estados diferentes e a única força que lutava para unificar e padronizar todos seus dialetos eram os escritores, que tratavam de escrever de maneira que seus trabalhos pudessem ser entendidos na maior extensão possível.

Quando Martinho Lutero traduziu a Bíblia, o Novo Testamento em 1521 e o Antigo em 1534, baseou sua tradução nesta linguagem que se havia criado e que era a mais compreendida no momento. A princípio cada cópia da Bíblia tinha um glossário de termos que traduzia as palavras desconhecidas para os diferentes dialetos. Os católicos romanos rejeitaram a Bíblia de Martino Lutero e trataram de traduzir uma católica padrão (Gemeines Deutsch), mas até meados do século XVIII não consiguiram criar uma. A variedade regional (dialetos) na qual Martinho Lutero traduziu a Bíblia hoje em dia é considerada o modelo sobre o qual foi construído o alemão padrão clássico ou Hochdeutsch. Hoch, "alto" e Deutsch significa "alemão clássico", e não alto-alemão. Quase todo material utilizado pelas empresas de comunicação e quase todo material impresso é produzido principalmente nessa variedade ou dialeto oficial alemão. O alemão clássico é compreendido por todo o país, mas todas as regiões possuem seus distintos dialetos.

O alemão era a língua de comércio e governo no Império Habsburg, que abarcava uma grande área da Europa central e do leste. Até meados do século XIX era a língua dos cidadãos de quase todo o Império, pois através de sua forma de falar não se distinguia a nacionalidade. Algumas cidades, como Praga e Budapeste, foram se germanizando depois de passar a formar parte do Império Habsburg. Outras como Bratislavia (Pressburg em alemão) se criaram durante o período de Habsburg e tiveram origem germnana. Algumas cidades como Milão não foram germanizadas. A maioria das cidades durante este período eram germanas como Praga, Budapeste, Bratislavia, Zagreb (Agram em alemão) e Ljubljana (Laibach em alemão), ainda que estivessem rodeadas de territórios que falavam outras línguas.

O alemão padrão era uma língua basicamente de escrita até por volta do ano 1800. Nesta época os habitantes do norte da Alemanha falavam uma grande variedade de dialetos, estudavam o alemão padrão quase como uma língua estrangeira e a pronunciavam da maneira mais próxima possível. Os guias de pronúncia consideram que a pronúncia do alemão do norte é o mais padronizado, ainda que atualmente essa pronúncia varie entre regiões.

O primeiro dicionário de alemão dos Irmãos Grimm, ou Brüder Grimm, do qual dezesseis partes foram lançadas entre 1852 e 1960, permanece como o guia mais compreensivo das palavras do idioma alemão. Em 1860, regras gramaticais e ortográficas apareceram pela primeira vez na gramática Duden Handbuch (Duden Handbook, em inglês). Em 1901, o Duden foi declarado o padrão definitivo do idioma alemão em relação a esses assuntos lingüísticos. Somente em 1998 algumas dessas regras foram oficialmente revisadas na reforma de pronúncia alemã. O alemão substituiu o latim em quase todas as universidades européias e norteamericanas na década de 1870, pela importância do alemão naquela época. Se publicaram pesquisas muito importantes em alemão e as novas universidades optavam por esta língua em vez do grego ou latim.

Variações do Alemão

O alemão é escrito utilizando o alfabeto latino. Além das 26 letras padrão, possui três vogais com Umlaut (ä, ö e ü) mais a consoante eszett ou scharfes es ("ß"). A forma do ß lembra a do beta grego, mas a pronúncia é a mesma do "ss". Esse som pode ser escrito tanto com essa letra como com "ss": Straße e essen. Segundo a ortografia nova do alemão, o ß é usado depois de uma vogal estendida ("Straße") e o ss é usado depois de uma vogal curta ("essen").

Tanto o alto quanto o baixo alemão viveram três períodos: antigo (anterior ao século XII), médio (do século XII ao século XV) e moderno (posterior ao século XV). Desde cedo surgiram vários dialetos diferenciados, entre eles o bavário e o alemânico, conhecido, também, pelo nome de alemão superior. Os textos medievais foram escritos, principalmente, em alemão superior, forma que se difundiu e tornou-se a base do alemão comum contemporâneo. A língua alemã foi utilizada pelos reformadores, principalmente Martinho Lutero.

Alemão Clássico (Alto Alemão - Hochdeutsch)

Até 1100, falava-se o antigo alto alemão, conjunto de dialetos sem normas literárias. O alto alemão moderno emegiu como padrão utilizado na literatura durante o século 16. A tradução da Bíblia por Martinho Lutero terminou em 1534 e é a marca do começo desse processo. A linguagem que ele utilizou na tradução, baseada parcialmente no alemão falado, se tornou o modelo para o alemão escrito. O iídiche, idioma dos judeus asquenazitas, grupo estabelecido no centro e leste europeu, também pertence ao grupo do alto alemão e surgiu a partir do século XIV, início das modernas diásporas judaicas.

Baixo Alemão

Inclui o baixo frâncico, que deu origem ao holandês e ao flamengo. Atualmente, o holandês é falado na Holanda, África do Sul (com o nome de africâner) e Suriname. O flamengo é uma das línguas faladas na Bélgica. Como língua escrita, o alemão surgiu no início do século XVI, embora sua forma atual não tenha se consolidado até meados do século XVIII. Em 1901, foi adotado um sistema uniforme de ortografia: a Rechtschreibung der Deustschen Sprache (Ortografia da língua alemã), da qual foram publicadas numerosas edições.

Cem milhões de pessoas falam alemão no mundo: mais de 80 milhões na Alemanha, 7 milhões na Áustria, quase 4 milhões na Suíça setentrional, cerca de 1,5 milhão na Alsácia-Lorena e 300 mil em Luxemburgo. O alemão é a sexta língua mais falada no mundo.

Alemão Suiço (Schweizerdeutsch ou Schwyzerdütsch)

Uma variação do alemão falado por 4 milhões de pessoas na Suiça que aparece ocasionalmente em novelas, jornais, cartas e diários. Dialetos regionais de alemão, ou Mundarten, também aparecem ocasionalmente na escrita, principalmente na literatura folclórica e em qaudrinhos como Asterix.

Civilização Germânica

Ao falarmos dos povos germânicos, estabelecemos a observação de uma grande miríade de culturas espalhadas em diferentes tribos denominadas pelos romanos como bárbaras. A expressão “bárbaro” denuncia o olhar preconceituoso que os romanos dedicavam às tribos germânicas, pois a expressão visava promover uma distinção negativa entre os povos que dominavam a língua latina e aqueles que não sabiam esse mesmo idioma.

Os germânicos eram formados por uma grande variedade de povos, com destaque para os suevos, visigodos, vândalos, ostrogodos, saxões, anglos, burúngios e alamanos. Apesar das existirem várias diferenças entre essas tribos, elas possuem algumas características em comum que acabaram penetrando os domínios do decadente Império Romano do Ocidente.

Do ponto de vista econômico, os germânicos contavam com uma economia agrícola de natureza nômade, promovendo o uso das terras até o seu completo esgotamento. Paralelamente, a caça e a pesca eram outras atividades que se destacavam. Influenciados pela sua cultura militar, os germânicos promoviam saques e invasões que se transformavam em mais uma forte fonte de renda.

No plano político, os germânicos não contavam com uma estrutura política fortemente centralizada. Os líderes guerreiros tinham papel de destaque, porém eram as relações pessoais e a autonomia individual que prevaleciam. Com o passar do tempo, uma elite de guerreiros acabou conseguindo um papel político de maior expressividade. Isso os diferenciou dos camponeses que trabalhavam em suas terras.

A ordem social dos germânicos era estabelecida por meio de clãs e tribos patriarcais que se mantinham unidas pelas relações consanguíneas. Como dito antes, uma assembléia formada por uma elite de guerriros tomava decisões em nome da população. O comitatus, que estipulava a união militar dos guerreiros, era de caráter transitório e influenciou a formação social do mundo medieval.

Os germânicos tinham uma religião marcada pela adoração de várias divindades, estabelecendo uma mitologia bastante diversificada. Uma das mais importantes divindades adoradas era Odin, o deus da guerra. A vida após a morte era uma crença comum entre os germânicos e para os grandes guerreiros, a morte era cercada de glórias, com a certeza da passagem para um imenso paraíso chamado de Valhalla.

O Alemão Falado no Brasil

O alemão falado no Brasil é considerado por muitos como fruto de um regionalismo brasileiro e não uma língua estrangeira pura. Cidades como Pomerode, Brusque, Teutônia e Santa Cruz do Sul são alguns exemplos de onde a língua alemã é falada. Todavia, muitos teuto-falantes também moram no campo e estão ligados à agricultura. As estimativas atuais afirmam que 200 mil brasileiros possuem o alemão como língua materna e os dois dialetos do alemão mais difundidos são o hunsriqueano rio-grandense ou Riograndenser Hunsrückisch e o pomerano (Pommersch/Pommeranisch). O Hunsrückisch original é um dialeto falado na Alemanha e classificado como um dos dialetos que formam o grupo Moselfränkisch, falado na Renânia-Palatinado (Rheinland-Pfalz); o segundo dialeto alemão mais falado no Brasil é o pomerano (Pommersch/Pommeranisch), que não deve ser confundido com o idioma cassúbio, um idioma eslavo que partilha o mesmo nome. Ambos os dialetos são provenientes e originários de regiões da Europa.

Muitos imigrantes de outras regiões da Alemanha adotaram o Riograndenser Hunsrückisch no Brasil, depois de uma ou mais gerações. O idioma alemão do Brasil ainda é falado principalmente nos lares e nas comunidades, sendo que desde a II Guerra Mundial, passou a ser mais uma língua falada do que escrita, uma vez que a língua portuguesa tomou o seu lugar nas escolas e na imprensa especializada.

Estilos de Escrita Alemã

Fraktur

O Fraktur era usado no alemão impresso e escrito do século 16 até meados de 1940. A palavra Fraktur vem do latim e significa "escrita quebrada". was used for printed and written German from the 16th century until 1940. The name Fraktur comes from Latin and means "broken script". It is so called because its ornamental twiddly bits (curlicues) break the continuous line of a word. In German it is usually called the deutsche Schrift (German script).

Fraktur was also used for a number of other languages, including Finnish, Czech, Swedish, Danish and Norwegian.

alfabeto fraktur

Sütterlin

O Sütterlin foi criado em Berlim pelo artísta gráfico L. Sütterlin (1865-1917), que modelou o estilo de acordo como se escrevia na antiga Chancelaria Alemã. Foi ensinado nas escolas alemãs entre 1915 to 1941 e ainda é utilizado pelas gerações mais antigas.

alfabeto sütterlin

Alfabeto Alemão Moderno

 
A a B b C c D d E e F f G g H h I i J j K k L l M m
a be ce de e ef ge ha i jot ka el em
N n O o P p Q q R r S s T t U u V v W w X x Y y Z z
en o pe ku er es te u vau we iks üpsilon zet

Pronúncia do Alemão

pronuncia do alemão

Vowels - Vogais
Short - Curtas
Long - Longas

Diphtongs - Ditongos

Consonants - Consoantes

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